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Domingo, 6 de Outubro de 2013

MAIS DO MESMO

Em Setúbal, no PS, com a candidatura de João Ribeiro, estabeleceu-se uma certa euforia política que os resultados de 29 de Setembro se encarregaram de diminuir, balizando-os embora, com a consolação do Partido Socialista ter tido, a nível nacional, uma forte e indiscutível vitória.
Na nossa cidade e concelho é facto aceite que a política é marcada pela identidade individual, em detrimento da partidária, com o eleitorado votante, mesmo assim, a castigar o governo, particularmente o partido ou os partidos que o suportam, e não raras vezes a votar sem sequer equacionar as consequências que ficarão para o futuro dos filhos e netos. Há, ainda que ténues, sinais de cansaço e descrença partidária, pressentidos inúmeras vezes durante as ações de campanha e no contato direto e pessoal com os cidadãos, daí uma das razões para a abstenção altíssima e fora dos parâmetros nacionais que, em última análise, traduz o desinteresse e a descrença na classe política que temos, mantendo embora a tendência natural de, em períodos conturbados, votar na chamada “esquerda vermelha”, erradamente considerada como alternativa popular. Penso que a ‘vitória´ da CDU, em Setúbal, se deve mais a estas razões do que a mérito próprio dos candidatos, alguns dos quais nem para diretores de grupos excursionistas serviriam… 

Muito provavelmente, a partir de agora, iremos assistir a erupções de demagogia saloia. saídas da coligação que ganhou a câmara, a muitas promessas de obras e a obras megalómanas e desnecessárias e á repetição de equipamentos culturais de que a esmagadora maioria da população não desfruta, enquanto os problemas sérios da cidade se vão manter e agudizar, como prédios em ruínas ornamentando a cidade, ruas e passeios esburacados, falta de video-vigilância para sossego de transeuntes e comerciantes, desemprego, miséria social, de entre outras carências. Vamos certamente assistir ao reforço da implementação de mais superfícies comerciais, á falta de estacionamento gratuito e á construção de silos de estacionamento subterrâneos pagos, como se pretende fazer na Av. Luísa Todi e á reinauguração apressada de antigos jardins… Não é displicente a ideia de se adquirir, com dinheiros comunitários ou outros, a fortaleza de S. Filipe, para lá se fazer uma escola de descascadores de batata…
Enfim, mais quatro anos do mesmo, com os mesmos protagonistas, alguns com caras diferentes. E nós, infelizmente, a ver passar as oportunidades de investimento sustentável, de progresso e de afirmação da cidade! Até quando, gentes de Setúbal e de Azeitão?!
Fernando Manuel Pereira

:
Etc e Tal às 10:33

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SETÚBAL E ARREDORES - Cláudio Fernando:


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