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Sábado, 19 de Dezembro de 2015

COSTA DEU PANTUFADA EM SÓCRATES!

A amizade nasceu durante os conselhos de ministros de Guterres e acabou com a prisão de Sócrates.

© Fornecido por Jornal i

Agora é assumido em público: José Sócrates detestou a forma como o PS de António Costa o tratou durante o tempo em que esteve preso. E detestou, nomeadamente, toda a estratégia que o secretário-geral do PS elaborou para lidar com o caso, a começar pela distância que Costa, pessoalmente, quis marcar relativamente a Sócrates.

A ruptura Sócrates-Costa era conhecida através das conversas que, na cadeia de Évora, José Sócrates ia tendo com aqueles que o visitavam. Nas conversas privadas, Sócrates insurgia-se muitas vezes contra António Costa, não só pela falta de apoio que lhe dava. Depois, começou a criticar a própria estratégia de campanha do PS.

Nesta semana, na entrevista à TVI, José Sócrates assumiu o corte. Foi de uma forma indirecta. Quando perguntado sobre o estado das suas relações com António Costa, respondeu: “Deixem as minhas relações com António Costa entre mim e António Costa”. Não seria preciso dizer mais nada para ser publicamente confirmado que tinham atingido o grau zero.

Aliás, “grau zero” foi a expressão utilizada por Marques Mendes para descrever na SIC o estado das coisas entre o antigo primeiro-ministro do PS e o actual primeiro-ministro apoiado pela maioria de esquerda.

“As relações entre António Costa e José Sócrates estão no nível zero, não existem”. Foi assim que Marques Mendes, no seu habitual comentário,  referiu aquela que foi uma das “malfeitorias” feitas por Sócrates a Costa em plena campanha. Em resposta àquilo que Marques Mendes afirma ter sido um distanciamento de Costa em relação a Sócrates feito “com requintes de malvadez” – no debate pré-eleitoral com Passos, em que António Costa se insurgiu contra as “obras faraónicas” de Sócrates. A resposta foi a divulgação pública, por Sócrates, de uma fotografia em que se viam ele e vários amigos a assistirem ao debate Costa-Passos.

Costa só visitou uma vez José Sócrates na prisão de Évora, na altura das festas de Natal do ano passado. Foi uma visita sem regresso. Na campanha eleitoral, interrogado sobre se iria novamente visitar Sócrates respondeu “não”. 

Leitura de Marques Mendes: “António Costa deu duas pantufadas monumentais a José Sócrates. Daquelas coisas sem dó nem piedade, que até custa ouvir”. Quando lhe perguntaram “se o vai visitar ou não, disse logo: não, não está nos planos visitar. Foi de uma secura a toda a prova. sem uma explicação, nada”. José Sócrates achou o mesmo. 

António Costa e José Sócrates tornaram-se amigos durante o governo Guterres, em que o primeiro ocupou os cargos de ministro dos Assuntos Parlamentares e da Justiça e o segundo do Ambiente e ministro adjunto do primeiro-ministro.

Vindo de duas correntes do PS totalmente diferentes – António Costa era apoiante de Jorge Sampaio e José Sócrates de António Guterres – aproximaram-se por serem os dois contra aquilo que na época se chamava a “incapacidade de decisão de Guterres”.

Tinham estado em pólos opostos das barricadas socialistas mas depressa se transformaram em aliados. Ficou famoso o encontro, ainda durante o tempo da liderança de António Guterres, em que os dois combinaram que não repetiriam a guerra fractricida da geração anterior. 

Quando António Guterres se demitiu da liderança do PS, depois de ter perdido as eleições autárquicas de 2001, Ferro Rodrigues foi o sucessor. Mas ainda durante o consulado de Ferro Rodrigues, José Sócrates começou a preparar as suas tropas para um assalto iminente ao cargo de secretário-geral.

Foi tudo bastante rápido: Ferro Rodrigues torna-se líder do PS em 2002 e demite-se em 2004, em protesto contra o facto de Jorge Sampaio não ter convocado eleições quando Durão Barroso foi para a Comissão Europeia – e ter dado posse a Santana Lopes. Mas a liderança estava já fragilizada com o processo Casa Pia e Sócrates e as suas tropas cada vez mais activos na conspiração. Quando Sócrates se candidatou a secretário-geral, António Costa apoiou-o.

Sócrates e Costa tinham um inimigo em comum: António José Seguro. Seguro pensa também avançar para uma candidatura a secretário-geral em 2005, mas Jorge Coelho convence-o a desistir. Alegre ainda apela ao avanço de Seguro, mas acaba por ser o próprio Alegre, e também João Soares, a ir a votos contra José Sócrates. Costa fica número dois do governo Sócrates até se candidatar à Câmara de Lisboa, mas ficará até ao fim número dois do partido.

Quando Seguro, no fim da era Sócrates, se torna líder do PS, tem contra ele boa parte do estado-maior anterior, que depois apoiará Costa nas primárias. Mas depois Sócrates é preso.

Etc e Tal às 12:52

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